Delegada Lis

23:47 · terça-feira

A porta do quarto está fechada.

A família acha que ela está segura.

Do outro lado da tela, alguém já sabe o nome da sua filha, a escola e do que ela tem medo.

O perigo agora mora dentro do quarto.

Do lado de cá, tem uma delegada de olho.

Reconstituição baseada em padrões de aliciamento descritos em investigações do NOAD.

Conhecer a Lis ↓

Polícia Civil de São Paulo

LisandreaSalvariegoa delegada que entra onde o perigo está

Delegada-chefe do NOAD, o Núcleo de Observação e Análise Digital.

Há 19 anos na Polícia Civil, hoje lidera a equipe que acompanha por dentro os jogos, servidores e redes onde crianças e adolescentes são aliciados, e tira de lá quem está em perigo.

Delegada Lisandrea Salvariego
NO ARJornal Nacional, GloboNews, CNN Brasil
+400crianças e adolescentes resgatados pelo NOAD
1,3mil

vítimas mapeadas pelo NOAD em um ano e meio

g1 · ago/2026
400+

resgatados de violência induzida ou risco de suicídio

Rádio Bandeirantes · ago/2026
+38%

de suicídios e tentativas entre crianças e adolescentes no 1º semestre de 2026

Levantamento do NOAD · Band · set/2026
9em 10

desses casos ligados a redes, celular ou jogos sem supervisão de um adulto

Levantamento do NOAD · Band · set/2026
Lisandrea Salvariego, delegada-chefe do NOAD

01 Quem é

Quem é a Lis

Lisandrea Salvariego é delegada da Polícia Civil de São Paulo e chefia o NOAD, o núcleo que investiga os crimes digitais mais graves contra crianças e adolescentes: aliciamento, extorsão, indução à automutilação, estupro virtual e discurso de ódio.

Esse trabalho ganhou forma em 2023, quando inquéritos sobre atos extremistas violentos mostraram que muitos tinham sido combinados, celebrados e transmitidos pela internet. Desde então, a equipe dela acompanha esses ambientes por dentro, de dia e de madrugada.

Antes do NOAD, passou por setores dos mais sensíveis da Polícia Civil: a Delegacia de Defesa da Mulher, onde viu de perto crimes bárbaros contra vulneráveis, e a Delegacia de Proteção à Pessoa, do Departamento de Homicídios. O que mais a orgulha, diz ela, é ver a carreira ressignificada para salvar vidas, um orgulho que divide com a equipe inteira.

Hoje é uma das vozes mais ouvidas do país no tema. Já falou ao Jornal Nacional, à GloboNews, ao g1, à CNN Brasil, à CartaCapital e à Rádio Bandeirantes, e leva o mesmo recado a pais, escolas e educadores.

Tia Lisé como muitas das vítimas que ela ajudou passaram a chamá-la.
Tia Lis
Nem sei como agradecer
Você me salvou ❤️
Se não fosse a sua equipe eu não estaria aqui hoje
Mensagem que a Lis recebeu de uma vítima. Nome e data preservados.

02 O NOAD

Uma polícia que não espera o boletim de ocorrência

O Núcleo de Observação e Análise Digital trabalha onde a família não vê: comunidades fechadas, servidores de conversa e plataformas de jogos. A meta é chegar antes da violência acontecer.

  1. 01

    Infiltração

    Policiais acompanham por dentro, todos os dias, os ambientes digitais onde o aliciamento começa.

  2. 02

    Resgate

    Quando há risco à vida, a prioridade é chegar antes. Mais de 400 crianças e adolescentes já foram tirados de situações extremas.

  3. 03

    Operações

    A Operação Nix, coordenada a partir de São Paulo, alcançou outros estados e a França. Depois vieram a Nix II e a Nix III.

  4. 04

    Plataformas

    Cobrança de resposta rápida das big techs, porque cada hora de espera é mais uma hora de exposição de uma criança.

O que chega à mesa dela

aliciamento automutilação suicídio estupro virtual abuso sexual extorsão com nudes tortura em live discurso de ódio atos extremistas violentos

03 Palestras e formações

Casos reais, sem sensacionalismo, com o que fazer amanhã

Para escolas, redes de ensino, secretarias de educação e eventos, e também conselhos tutelares e empresas. Quem assiste sai sabendo reconhecer os sinais e o que fazer quando eles aparecem.

  • Palestra em evento
  • Formação de equipes escolares
  • Live

Os convites passam pela agenda do núcleo e pelas regras da Polícia Civil.

  • Do isolamento ao aliciamento: os sinais que a escola vê primeiroEscolas e equipes pedagógicas
  • Violência digital: infâncias roubadasEducadores e eventos
  • Atos extremistas violentos: como eles começam onlineRedes de ensino
  • O perigo dentro do quarto: o que as famílias precisam saberEncontros com famílias
NO AR

04 Na mídia

Quando o assunto é criança em perigo na internet, chamam a Lis

05 Para pais e mães

O que ela repete a todo pai e mãe

  1. 01

    O perigo mudou de endereço.

    Saiu da rua e entrou no quarto. Adolescente sozinho, de porta fechada, com o celular na mão, não está seguro.

  2. 02

    Estranho continua sendo estranho.

    A velha regra de não conversar com desconhecido na rua vale igual para redes sociais e jogos online.

  3. 03

    Repare no isolamento.

    Afastar-se da família e buscar a tela o tempo todo é o principal sinal de alerta. Nas férias, os casos aumentam.

  4. 04

    O celular dorme fora do quarto.

    Controle parental existe e muitas ferramentas são gratuitas. E o aparelho longe da cama, à noite, já fecha muitas portas.

  5. 05

    Escute antes de proibir.

    A violência nunca começa como violência. Tempo e escuta de verdade fazem o filho contar antes que seja tarde.

06 Primeiros socorros

Aconteceu. E agora?

Na hora do susto, até quem trabalha com isso trava. Escolha o que está acontecendo e siga os passos, na ordem.

Chantagem ou vazamento de foto íntima

Nos primeiros minutos

  1. Acolha antes de tudo. Diga que ele não está encrencado e que vocês vão resolver juntos. Criança com medo de bronca esconde.
  2. Não pague e não mande mais nada. Pagar quase nunca encerra a chantagem, só aumenta o pedido.
  3. Guarde as provas. Print da conversa, do nome de usuário, do link do perfil, com data e hora. Não apague a conversa nem a conta.
  4. Registre o boletim de ocorrência. Vazamento e chantagem não são caso de 190: o caminho é preservar os dados e registrar o B.O.
  5. Só depois, bloqueie e denuncie o perfil dentro do aplicativo ou do jogo.

Não faça

  • Não encaminhe nem salve a imagem íntima, nem para denunciar. Guardar ou repassar imagem íntima de menor de idade é crime (ECA, arts. 241-A e 241-B). Mostre ao policial no próprio aparelho.
  • Não exponha o caso em grupo de pais ou da escola.

Procure

  • B.O.em qualquer delegacia (todas atendem crianças e adolescentes) ou, em São Paulo, pela Delegacia Eletrônica
  • SaferNetdenúncia anônima do conteúdo e orientação gratuita (safernet.org.br)
  • Take It Downdo NCMEC, pede a remoção de imagem íntima de menor de 18 nas grandes plataformas (takeitdown.ncmec.org)
  • StopNCIIa mesma ferramenta para quem já tem 18 anos ou mais (stopncii.org)
  • Conselho Tutelarda sua cidade

Este guia orienta os primeiros passos e não substitui o atendimento da polícia, do Conselho Tutelar ou da saúde.

Uma criança está em perigo agora?

190Polícia Militar, emergência
188CVV, apoio emocional e prevenção do suicídio, 24h e gratuito
100Disque Direitos Humanos, 24h e sem precisar se identificar
B.O.Delegacia Eletrônica da Polícia Civil de SP
Este site não recebe denúncias. Em caso de risco, use os canais oficiais acima.

07 Contato

Convites, imprensa e parcerias

Convites de palestra e pedidos de imprensa são atendidos pela Gisele Nakamura, que cuida da agenda da Lis. Conte quem você é, o público e a data.

Falar com a Gisele no WhatsApp gisele.nakamura@neurocomunicacao.com @delegadalis

A mensagem chega à Gisele por e-mail. Não use este formulário para denúncias; em emergência, ligue 190.